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sábado, 25 de abril de 2020

LINIKER E OS CARAMELOWS - BIOGRAFIAS


Liniker & Os Caramelows é um grupo musical brasileiro fundado em 2015 na cidade de AraraquaraSão Paulo.[1] Integrado desde o início por Liniker (Voz, Letras); Renata Éssis (Voz); Rafael Barone (Contrabaixo Elétrico); William Zaharanszki (Guitarra); Péricles Zuanon (Bateria) e Márcio Bortoloti (Trompete), Fernando Travassos (Teclas); Marja Lenski (Percussões Acústicas) e Éder Araújo (Saxofone) também integram o grupo desde 2016.
Em 17 de Fevereiro de 2020, a Rolling Stone Brasil publicou uma entrevista onde Liniker e Rafael Barone explicaram que estão em processo de separação durante a turnê que apresenta "Goela Abaixo" (segundo álbum do grupo) e que Liniker deixará de trabalhar conjuntamente com o grupo até o 2º semestre de 2020.

História

Liniker canta e escreve suas próprias letras e músicas. No ano de 2015, enquanto estudava teatro livre em Santo André (São Paulo), ela conheceu um time de músicos de Araraquara (também sua cidade de origem) e, diante de uma grande amizade e afinidade artística entre eles, ela propôs a formação de um grupo musical e a profissionalização do sonho de viver da música, a partir de três músicas que Liniker guardava de uma forma muito íntima.[3] Em 15 de outubro, Cru, primeiro EP do grupo, é publicado acompanhado de registros em vídeo (o grupo estava acompanhado também da cantora e compositora Ekena e da cantora Bárbara Rosa, integrante do grupo falecida em 26 de Junho de 2016[4]). "Zero" foi o primeiro single do EP e conseguiu 2 milhões de visualizações em 2 dias, chegando hoje a mais de 27 milhões de visualizações.[5] "Louise Du Brésil" e "Caeu" também ganharam milhões de visualizações rapidamente.[6] Durante a turnê de divulgação do trabalho, a banda realizou 80 shows por diversas partes do Brasil.[7] Em 16 de setembro de 2016, Remonta, álbum de estreia do grupo, foi publicado com ajuda de fãs através de um financiamento coletivo no Catarse.[8] A campanha teve um sucesso enorme e o valor arrecado ultrapassou a meta do projeto. Foram utilizadas as mesmas essências do EP para o álbum, abordando amor e relacionamentos, com várias misturas e referências.[9] Três das canções do disco já estavam presentes no EP.[10] O disco reverberou internacionalmente, ganhando atenção da imprensa estrangeira.[11][12][13] Em 22 de Março de 2019, "Goela Abaixo", segundo álbum do grupo, foi publicado após 2 anos de turnê em apresentação a "Remonta" e mais de 20 países visitados.[14] No mesmo ano, o álbum foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock e/ou Música Alternativa 2018/2019[15] e, desde então, o grupo está apresentando as músicas do álbum.
Neste meio-tempo, Liniker também fez diversas participações especiais (incluindo uma música com Rodrigo Alarcon, "Amor-Acidente", e uma interpretação conjunta com Elza Soares para a trilha sonora de Carcereiros, "Foi Você, Fui Eu") e publicou algumas músicas sem o grupo na virada de 2019 para 2020 (destaque para "Presente", pelo canal do YouTube A Colors Show; e diversas interpretações em "Acorda, Amor", álbum conjunto com LetruxXênia FrançaLuedji Luna e Maria Gadú derivado do especial de natal de 2018 do Cultura Livre e produzido por Roberta Martinelli e Décio 7[16][17]), enquanto Os Caramelows publicaram um EP instrumental auto-intitulado[18] e 9 íntegras instrumentais derivadas do álbum "Goela Abaixo".[19] Na entrevista onde Liniker e Rafael Barone contaram do processo de separação do grupo, Rafael comentou que o grupo fez um registro ao vivo no SESC Pompeia que "não prometemos data, mas é um material lindo que será lançado em algum momento"; que haverá uma turnê de despedida entre Junho e Julho de 2020 dedicada ao público brasileiro; e que Os Caramelows continuarão juntos.
Sobre este último fato, Rafael comentou:
"A gente continua com o projeto de Caramelows; ainda estamos entendendo o que é exatamente; foram 3 músicas com viés instrumental, alguns singles com cantoras convidadas e lançamos mais algumas instrumentais; a Rê (Renata Éssis) vai cantar uma. Vamos fazer vários experimentos e entender o que é esse grupo assim. Além dos trabalhos individuais assim."
Por outro lado, Liniker comentou que pretende voltar ao curso de teatro livre que começou em 2015:
"Às vezes, os sonhos que a gente tem não cabem todo mundo. Às vezes, alguém quer produzir disco na Espanha; (eu) quero (me) dedicar a teatro, cinema... Às vezes, nossos sonhos são díspares. Até os sonhos mais internos. Lembro desse dia da reunião de ficar pensando impossível que eu tenha realizado tudo. (Acho que) Deveria ter 23 anos ali. Como eu poderia ter realizado tudo isso? Calma, tem que ter mais coisa. Mas é abrir espaço, porosidade."

Discografia

Álbuns de estúdio

ÁlbumDetalhes
Remonta
  • Lançamento: 16 de setembro de 2016
  • Formatos: CDStreamingVinil
  • Gravadora: Independente
Goela Abaixo
  • Lançamento: 22 de março de 2019
  • Formatos: CDStreaming
  • Gravadora: Independente
Goela Abaixo (Instrumental)Liniker não participa.
"Brechoque", "Textão", "Claridades" e "Intimidade" não fazem parte desta edição.
  • Lançamento: 27 de setembro de 2019
  • Formato: Streaming
  • Gravadora: Independente

quinta-feira, 23 de abril de 2020

14 BIS - BIOGRAFIAS




14 Bis é uma banda brasileira de Rock, que surgiu em Belo HorizonteMinas Gerais, criada pelos irmãos Flávio e Cláudio VenturiniHely RodriguesVermelho e Sérgio Magrão. Assim como o Roupa Nova, foram apadrinhados por Milton Nascimento.

História

O 14 Bis foi criado no final do ano de 1979 por músicos que já se conheciam e alimentavam a ideia de ter uma banda brasileira nos moldes de bandas internacionais que tanto influenciaram seus integrantes como BeatlesRolling StonesThe WhoDeep PurpleYesLed ZeppelinPink Floyd entre outras. Foram também influenciados pelo Clube da Esquina. Todos os membros são de Minas Gerais, exceto Sérgio Magrão, baixista do grupo, que é do Rio de Janeiro.
Antes da fundação do 14 Bis, cada membro trabalhava junto a um grupo ou artista diferente. Flávio e Sérgio estavam no O Terço, Hely e Vermelho no Bendegó e Cláudio com Lô Borges.
Foi com o aval de Milton Nascimento (produtor do primeiro disco) que o 14 Bis foi contratado pela multinacional EMI-Odeon para gravar 14 Bis, com canções como "Natural" e "Canção da América", esta uma inédita de Milton Nascimento e Fernando Brant. No ano seguinte, foi lançado o disco 14 Bis II. Neste disco havia músicas como "Planeta Sonho", "Nova Manhã", "Caçador de Mim", "Bola de Meia, Bola de Gude" entre outras. Em 1981, foi lançado Espelho das Águas, disco com mais uma inédita de Milton e Brant, "Nos Bailes da Vida".
O ano de 1982 veio com Além Paraíso, gravado depois de uma viagem aos EUA, onde a banda comprou o melhor equipamento existente à época. Os hits foram "Linda Juventude" e "Uma Velha Canção Rock 'n' Roll". Em 1983, saiu A Idade da Luz, quinto disco em menos de cinco anos, com mais um hit, "Todo Azul do Mar".
Dois anos depois, em 1985, veio o sexto disco, onde o 14 Bis experimenta e flerta com a new age (movimento musical britânico). Novas parcerias musicais e estéticas mostram que A Nave Vai, lançado naquele ano, é multifacetado desde a capa ao conteúdo. Canções como "Nuvens", blues como "Figura Rara" e a new age "Outras Dimensões" traduzem a inquietude musical e a busca incessante do novo pelos seus integrantes.
O disco Sete é também o último disco de canções inéditas composto e gravado com a formação original da banda e marca a saída de Flávio Venturini do 14 Bis para a melhor condução de uma carreira solo que já havia rendido dois discos paralelos ao trabalho da banda. A parceria com Renato Russo em "Mais uma Vez" é um sucesso desse trabalho. Naquele mesmo ano de 1987, foi gravado o primeiro disco ao vivo do 14 Bis, 14 Bis Ao Vivo, ainda com a formação original, o qual foi lançado no começo de 1988.
Na década de 1990, por sua vez, o 14 Bis lança Quatro Por Quatro, disco raro no mercado que apresenta músicas como "Romance", "O Fogo do teu Olhar", "Dona de Mim" entre outras. Foi o primeiro a ser gravado no formato CD. Os trabalhos anteriores haviam sido gravados em discos de vinil e fitas cassete, mas todos foram relançados em CD pela EMI, exceto "Sete".
O décimo disco é também o primeiro gravado fora do Brasil, Siga o Sol, de 1996, o qual foi quase todo gravado e mixado em Nova Iorque. Já em 1999 a banda grava o CD Bis apresentando sucessos da banda no formato acústico e também as inéditas "Tudo Céu" e "Sonhando o Futuro".
Em 2000 a banda grava com o grupo Boca Livre um trabalho ao vivo, Boca Livre e 14 Bis Ao Vivo, com clássicos das duas bandas. Em 2004 o 14 Bis lança mais um disco de músicas inéditas, Outros Planos, no qual a banda mostra novas parcerias e músicas como "Outono", "Canções de Guerra" e "Constelações", entre outras.
No final de 2006, a banda grava o CD e DVD 14 Bis ao vivo, primeiro DVD da banda, lançado em 2007, contendo seus grandes sucessos e trazendo a participação de Flávio Venturini, Beto GuedesRogério Flausino e Marcus Viana.
Atualmente o grupo vem excursionando por todo o Brasil com os shows Encontro Marcado, ao lado de Flávio Venturini e da dupla Sá e Guarabyra, e a turnê comemorativa de 35 anos de carreira. Em 2016, o já citado Encontro Marcado foi registrado e lançado em CD e DVD em parceira com o Canal Brasil.

Formação

Flávio VenturiniHely RodriguesVermelho (músico)Sérgio MagrãoCláudio Venturini

Discografia

Ao longo da carreira, o grupo gravou onze álbuns de estúdio, além de coletâneas, álbuns ao vivo, participações e DVDs.[1]

Álbuns de Estúdio

  • 1979 - 14 Bis (EMI Odeon)
  • 1980 - 14 Bis II (EMI Odeon)
  • 1981 - Espelhos das Águas (EMI Odeon)
  • 1982 - Além Paraíso (EMI Odeon)
  • 1983 - A Idade da Luz (EMI Odeon)
  • 1985 - A Nave Vai (EMI Odeon)
  • 1987 - Sete (EMI Odeon)
  • 1993 - Quatro por Quatro (EMI Odeon)
  • 1996 - Siga o Sol (Velas)
  • 1999 - Bis Acústico (Universal Music)
  • 2004 - Outros Planos (Indie Records)

Álbuns Ao Vivo.

  • 1988 - 14 Bis ao Vivo (EMI)
  • 2000 - Boca Livre e 14 Bis ao Vivo (Indie Records)
  • 2007 - 14 Bis ao Vivo (Sony BMG)
  • 2016 - O Encontro Marcado de Flávio Venturini, Sá & Guarabyra e 14 Bis (Canal Brasil/Cadoro Eventos/Nó de Rosa Produções)
  • 2020 - 14 Bis Acústico ao Vivo (Kuarup/Musickeria)[2]

LPs e CDs de Coletâneas

  • 1985 - O Talento de 14 Bis (EMI)
  • 1989 - Performance: 14 Bis (EMI)
  • 1994 - Meus Momentos (EMI)
  • 1997 - Meus Momentos Vol. 2 (EMI)
  • 2008 - 14 Bis Sempre (Som Livre)
  • 2010 - Planeta Sonho (EMI)

DVDs

  • 2007 - 14 Bis ao Vivo
  • 2016 - O Encontro Marcado de Flávio Venturini, Sá & Guarabyra e 14 Bis
  • 2020 - 14 Bis Acústico ao Vivo

segunda-feira, 13 de abril de 2020

LARISSA LUZ - BIOGRAFIAS



Larissa Luz de Jesus (Salvador15 de maio de 1987) é uma cantoracompositora e atriz brasileira.[2] Larissa se identifica com os movimentos estéticos afrofuturismo e afro-punk.[1]

Biografia

Larissa Luz nasceu em Salvador, Bahia, em 1987. Filha de uma professora de português chamada Regina Luz e cresceu em meio a livros e música. Aos dez anos começou a cursar canto e teclado no curso Tom Musical com a professora Soraya Aboim.[2] Desde então não parou mais. Seguiu com o propósito de ser cantora e fez curso livre de violão na UFBA e teatro. Começou então a apresentar-se em shopping. Participou de outros movimentos artísticos como por exemplo concurso de desenho e sua peça tornou-se conhecida em toda a Bahia.
Ao longo dos anos, foi aprimorando seus conhecimentos na área da música e do teatro deixando para trás o desenho. Cantou em bares de Salvador, como o Pedra da Sereia, depois na banda Lucy in the Sky, Egrégoras e no grupo Interart[3] ela fez diversas apresentações em navios. Larissa integrou a banda Ara Ketu entre 2007 e 2012, quando o antigo vocalista, Tatau, voltou a fazer parte do grupo.
Foi indicada ao Grammy Latino de 2016 na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa pelo álbum Território Conquistado.[4][5]
Em 2018, interpretou Elza Soares na peça de teatro musical "Elza".[6]
Em 2019, foi a intérprete oficial da São Clemente, onde formou trio com Bruno Ribas e Leozinho Nunes.[7].

Discografia

Álbuns de estúdio
  • 2012: Mundança
  • 2016: Território Conquistado
  • 2019: Trovão

quarta-feira, 8 de abril de 2020

ALESSANDRA LEÃO - BIOGRAFIAS


Alessandra Leão é cantora, percussionista, compositora pernambucana, reside atualmente na cidade de São Paulo (SP). Iniciou sua carreira em 1997 com o grupo Comadre Fulozinha e já atuou ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Jorge Du Peixe, Isaar, Silvério Pessoa, Kimi Djabaté (Guiné Bissau), Florencia Bernales (Argentina), Kiko Dinucci, Metá Metá, Rodrigo Campos e Rafa Barreto. Em 2006, iniciou seu trabalho autoral com o disco Brinquedo de Tambor, selecionado pelo programa Rumos Música, do Itaú Cultural. Em 2008 idealizou, coordenou e produziu o projeto Folia de Santo, com um disco homônimo lançado no mesmo ano. Em 2009, lançou seu segundo disco, Dois Cordões, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Nesse mesmo ano compôs a trilha sonora do espetáculo teatral Guerreiras, de Luciana Lyra, lançado em livro e CD em 2010. Realizou turnês no Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgia, Portugal e Holanda. Em 2014 iniciou um novo ciclo criativo que se materializou na trilogia de EPs intitulada Língua, lançando Pedra de Sal, em novembro de 2014, Aço em maio de 2015 e Língua em setembro de 2015, os dois últimos com patrocínio do edital ProAC-SP. Atualmente circula pelo país com o show deste trabalho, muito elogiado por público e crítica.

Discografia[editar | editar código-fonte]

segunda-feira, 6 de abril de 2020

MARIANA DE MORAES - BIOGRAFIAS



Mariana Valdez de Moraes (cidade do Rio de Janeiro30 de setembro de 1969) é cantora e atriz brasileira.
Neta de Vinícius de Moraes, sobrinha de Luíza Barreto Leite e filha do fotógrafo Pedro de Moraes e da atriz Vera Barreto Leite, desde criança teve sua carreira influenciada pelos inúmeros artistas que frequentavam sua casa, principalmente Caetano Veloso e Gal Costa, que a levavam a seus shows.
Aos 5 anos, fez uma pequena participação no filme Anchieta, José do Brasil, de Paulo César Saraceni, e aos 11, de Luz del Fuego, de David Neves.
Na adolescência, estudou piano e técnica vocal. É dessa fase sua primeira composição, "Boca de Ouro", incluída na montagem da peça homônima de Nelson Rodrigues pelo Teatro Oficina.
Em 1986, protagonizou o filme Fulaninha, de David Neves, que a tornou famosa. No mesmo ano, foi considerada a "musa do verão".

Trabalhos como atriz

No cinema

Na televisão

No teatro

  • 1987 - As Bacantes (direção José Celso Martinez Correa)
  • 1992 - Kasper
  • 1993 - Luar em Preto e Branco
  • 1998 - A Vênus das Peles
  • 2001 - As Bacantes (remontagem de José Celso Martinez Correa)

Discografia

  • (1997) - A alegria continua - com Élton Medeiros e Zé Renato - MP,B/Warner (CD)
  • (2001) - Mariana de Moraes - Delsoul Records CD
  • (2007) - Se é pecado sambar - Lua Music (CD)
  • (2002) - Choro rasgado, de Francis Hime (participação na faixa "Soneto a quatro mãos", de Francis Hime, Vinicius de Moraes e Paulo Mendes Campos) - Biscoito Fino (CD)
  • (2014) - Desejo - Biscoito Fino (CD)

segunda-feira, 30 de março de 2020

NATH RODRIGUES - BIOGRAFIAS


Foi na música que a violinista mineira Nath Rodrigues, 27, nascida em Sabará, iniciou sua formação artística, priorizando o choro. Mas o seu percurso não se limitou apenas a esse caminho. A artista, que é multi-instrumentista premiada, compositora e cantora, circula pela capoeira, pelo teatro e também pelos blocos de Carnaval. E um pouco de cada uma dessas experiências costumam convergir em seus trabalhos, como poderá ser percebido no seu primeiro show solo, a ser apresentado no dia 7, na Idea Casa de Cultura.
“Eu estava alimentando em mim essa vontade de ter um show autoral, então, desde o ano passado eu comecei a experimentar algumas formações. Eu fiz um show com voz e violão com um amigo meu, o Maurício Pazz, e depois outro com a Deborah Mussolini até chegar no formato atual que é maior, com uma banda que tem baixo, guitarra, bateria e percussão. Desta vez, eu quero me apresentar só como cantora”, relata Nath.
Ela observa que essa escolha não reflete só suas experimentações na seara musical e tem a ver com suas investigações sobre o corpo em cena. Desde 2013, Nath tem aproximado-se cada vez mais das artes cênicas, a partir da participação em musicais como “Clara Negra”, da Cia Burlantins; “Zumbi”, dirigido por João das Neves; e “Oratório – A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança”, realizado por Sérgio Pererê e Mauricio Tizumba.
Ela ainda integrou o elenco do elogiado “Madame Satã”, do Grupo dos Dez, em 2015, e nesse mesmo ano estreou a montagem “Negr.a” com o Coletivo Negras Autoras, fundado por ela, Elisa de Sena, Júlia Dias, Manu Ranilha e Eneida Baraúna, que deixou o grupo. Atualmente, Aline Vila Real e Vi Coelho somaram-se a esta formação que, neste ano, trouxe a público “Eras”, com direção de Grace Passô e preparação vocal de Fabiana Cozza. Segundo Nath, essas parcerias foram fundamentais para ela, aos poucos, desprender-se dos instrumentos a fim de explorar uma presença nos palcos inteiramente dedicada à voz.
“Embora eu seja instrumentista, eu estou propondo agora me apresentar sem os instrumentos. Acho que isso é parte de uma experimentação comigo mesma, com o meu corpo em cena e, assim, eu quero me explorar mais como cantora para dar vida às minhas músicas”, pontua Nath. Suas canções versam sobre diversos temas, desde o universo da mulher negra às tradições de matriz afro-brasileira. “Eu escrevo a partir das minhas vivências cotidianas e acho que o meu repertório mistura várias faces de mim mesma”, acrescenta ela.
“Meninas dos Olhos”, por exemplo, é uma homenagem à capoeira angola. “Eu tenho me envolvido com a capoeira há uns cinco anos e acho que ela é um instrumento de emancipação dos sujeitos, das mulheres; ela é algo capaz de promover a liberdade, a autonomia. Serve para aproximar o nosso espírito do nosso desenvolvimento físico”, resume Nath, que vê a modalidade como uma filosofia de vida. “Em ‘Menina dos Olhos’, eu tento contar um pouco a história da capoeira, inserindo a figura da mulher nesse contexto”, completa ela.
Reconhecimento. Enquanto busca dar novos passos em sua carreira, Nath já possui algumas conquistas bastante sólidas. Em 2013, ela foi contemplada com o prêmio BDMG Jovem Instrumentista. Antes disso, ela havia tocado na Orquestra Jovem do Palácio das Artes e na Orquestra Sinfônica da Uemg. A partir disso, ela conta ter dirigido sua atenção para a música popular brasileira.
Apesar de ter aprofundado no estudo do violino, Nath começou tocando clarineta, aos nove anos, na Sociedade Musical Santa Cecília, em Sabará. A instituição existe há mais de dois séculos, sendo uma das mais longevas do país.
“Eu cantei no coral também e, em 2001, quando foi aprovado um projeto de resgate do repertório de uma orquestra que havia existido em Sabará, a sociedade resolveu aproveitar quem já estudava lá para aprender instrumentos novos. Foi assim que eu comecei no violino”, conta Nath, que também compõe com bandolim, berimbau e violão.
Sobre o interesse pelo popular, a partir do violino, em vez do clássico, a artista ressalta ter optado pelo trajeto menos óbvio. “A vertente mais erudita é algo que praticamente já está posto para o violino, mas eu senti que faltava alguma coisa na minha identificação com esse segmento. Eu gosto muito do repertório clássico, mas eu sempre quis ter autonomia sobre a minha performance e numa orquestra não existe muito espaço para isso. Eu estava interessada em desenvolver uma sonoridade própria, buscar uma identidade no meu instrumento, e assim, naturalmente eu fui me aproximando do choro”, conta ela.

domingo, 29 de março de 2020

PATRICIA COELHO - BIOGRAFIAS




Patrícia Coelho (São Paulo10 de outubro de 1972), também conhecida pela alcunha Pat Lapin, é uma cantora e compositora brasileira.[1]

Biografia

Começou sua carreira em São Paulo, cantando jingles para spots publicitários. Participou dos grupos Suite Combo, com o baterista-empresário João Marcelo BôscoliProjeto S do RPM Luiz Schiavon e o grupo de dance music Sect, com o qual lançou hits como "Follow You", "Get Away" e "Wasting My Time" antes de lançar, em 1997 seu primeiro disco solo, exclusivamente no Japão. Em 2000 lançou seu primeiro disco no BrasilSimples Desejo, mas foi através de sua participação na primeira edição do reality show Casa dos Artistas, do SBT, que Patrícia ganhou projeção nacional, sendo, em seguida, contratada pela Abril Music, gravadora pela qual lançaria seu terceiro disco, Um Pouco Maluca.
Sua carreira começou com a participação na gênese dos Artistas Reunidos da Trama e, também, atuando em uma das formações do RPM e fazendo backing vocal para os Raimundos. Em 1995, no teatro, participou da nova montagem de "Castro Alves Pede Passagem", de Gianfrancesco Guarnieri em temporada no Cultura Artística. Neste ano, lançou o disco "Eleven" com o grupo Sect, trio com os produtores Jorge e Gui Borato pela gravadora Spotlight Records e suas músicas, incluindo um tema da novela História de Amor na “TV Globo”, chegaram a ser das mais pedidas e tocadas nas principais FM’s de todo país, fazendo deslanchar sua carreira fonográfica. Em 1997, contratada pela gravadora Toshiba-EMI, gravou o CD “O Fim da Inocência” produzido por Daniel Carlomagno. Deste, a canção “All My Love”, interpretada em inglês e português, entrou para a Billboard americana como uma das mais executadas nas rádios FM de Tóquio. No Japão, em turnê nacional, lançou e divulgou este seu primeiro trabalho solo que contava com participações de Pedro MarianoMax de Castro e Daniel Carlomagno, companheiros dos Artistas Reunidos.
A turnê japonesa rendeu-lhe um novo contrato, desta vez com a gravadora BMG, que em 2000 lançou o álbum Simples Desejo, produzido por Dudu Marote. Duas de suas faixas foram também temas das novelas da TV Globo: Uga UgaMalhação e Um Anjo Caiu do Céu. Mas foi no Rock in Rio 3, em 2001, que Simples Desejo atingiu o sucesso completo com críticas da revista Time e Time Latin América destacando o show e considerando-a como uma das melhores intérpretes brasileiras. Em 2002, após sua polêmica participação em um dos maiores fenômenos de audiência da TV brasileira, a primeira Casa dos Artistas, idealizada por Silvio Santos. A gravadora Abril Music, na carona do sucesso do programa, comprou seu passe e lançou o festejado Um Pouco Maluca. Com este CD Patrícia emplacou um novo tema como abertura da novela e também fez participações especiais como atriz em Marisol do SBT.
Apos sua turnê em 2004, Patricia participou de vários projetos independentes em 2005 e 2006 em São Paulo, além de participar de trilhas para desfiles de moda, teatro, cinema e das gravações dos álbuns da banda de rock paulistana Forgotten Boys. Em 2007 Patricia Coelho se apresentou com um repertório novo de composições inéditas, incluindo "Veneno", que entrou para trilha do filme Cheiro do Ralo de Heitor Dhalia. No teatro também em 2008, participou da trilha de Como me Tornei Estúpido, vencedora do Prêmio Shell, interpretando a música produzida por Marcelo Pellegrini "Superstar" dos Carpenters. Também fez shows com o projeto de releituras "Jazz n' Roll". Em 2015, fez parte do musical Dias de Luta, Dias de Glória - Charlie Brown Jr., o Musical, interpretando a esposa de Chorão, Graziela.[2]
Em 2019, a cantora se prepara para lançar o disco independente Pat Lapin, batizado a partir da palavra francesa para "coelho". Patrícia aproveitou a ocasião para usar Pat Lapin como seu nome artístico.[3]

Discografia

Álbuns

  • O Fim da Inocência (1997) (somente para o Japão)
  • Simples Desejo (2000)
  • Um Pouco Maluca (2002)
  • Pat Lapin (2019)

Singles

  • "Solando SP"
  • "Coragem"
  • "Follow You"
  • "Get Away"
  • "Wasting My Time"
  • "All My Love"
  • "Veneno"
  • "Vem"
  • "A Diferença"
  • "Meu Sangue Ferve Por Você"
  • "Eu Te Amo Você"
  • "Tempestade" (Feat Chico Teixeira)
  • "Até A Chuva Parar"
  • "Fica Um Pouco Mais"
  • "Você Me Atrai"
  • "Teu Querer"
  • "Enrosca" (feat Fábio Junior)
  • "Welcome Stranger"