Adriana da Cunha Calcanhotto (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965) é uma cantora, compositora, intérprete, instrumentista,[1] produtora musical, arranjadora, escritora[2] e ilustradora brasileira[3], além de atuar como professora[4][5] e embaixadora da Universidade de Coimbra, em Portugal[6]. As suas composições abordam estilos variados: samba, bossa nova, pop e baladas. Dentre as características de repertório, observa-se a regravação de antigos sucessos da MPB e arranjos diferenciados, com seus principais sucessos em tom melancólico. Também gravou uma série de discos de música infantil sob a alcunha Adriana Partimpim.
Biografia
Infância e família
É filha de Carlos Calcanhoto, baterista de jazz e bossa nova, e de Morgada Assumpção Cunha, bailarina e professora de Educação Física. Aos seis anos ganha da avó o primeiro instrumento: um violão. Aprendeu a tocar o instrumento e também, mais tarde, a cantar. Logo emergiu nas influências musicais (MPB) e literárias (Modernismo Brasileiro). Ficou fascinada pelo Movimento antropofágico de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros nomes daquele movimento cultural.
A vida artística iniciou-se em bares de Porto Alegre, como o Fazendo Artes, situado próximo à I Cia. de Guardas do Exército, próximo ao Parque Farroupilha, e o Porto de Elis, na av. Protásio Alves. Também trabalhou em peças teatrais e depois se lançou em concertos e festivais por todo o país no estilo voz e violão.
Os primeiros álbuns
O primeiro disco, Enguiço, lançado em 1990 pela gravadora CBS, trouxe canções de autoria (a faixa título e Mortaes) e regravações de clássicos da MPB (Sonífera Ilha, do grupo Titãs, Caminhoneiro de Roberto e Erasmo Carlos, Disseram que Voltei Americanizada, gravada por Carmem Miranda, e Nunca, do conterrâneo Lupicínio Rodrigues).
Naquela estação, por sua vez, integrou a trilha sonora da telenovela global Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu (1990). Tal música lançou a carreira da cantora e tornou-a conhecida. No ano seguinte, recebeu o Prêmio Sharp de revelação feminina. No segundo trabalho, Senhas, de 1992, o repertório estava focado nas canções de autoria, com destaque para Esquadros e Mentiras; esta última foi incluída na trilha da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa.
Em 1994, a fórmula dá sinais de cansaço e desgaste devido à exposição excessiva na mídia. Por isso, nesse mesmo ano lançou o LP A Fábrica do Poema, com algumas doses de experimentalismo (poemas de Augusto de Campos, Gertrude Stein, textos do cineasta Joaquim Pedro de Andrade e parcerias com Waly Salomão, Arnaldo Antunes, Antônio Cícero e Jorge Salomão). Neste disco, que também foi o último a ter versão em vinil, os destaques foram Metade e Inverno. Prosseguiu com o álbum Maritmo, que simulou uma incursão pela dance music (Pista de dança, Parangolé Pamplona), samplers (Vamos comer Caetano), e a regravação de Quem vem para beira do mar, de Dorival Caymmi, além dos hits radiofônicos Vambora, de sua autoria, e a regravação Mais Feliz, de Cazuza.
Uma das participações foi uma performance na livraria Argumento, no Rio de Janeiro, musicando poemas do poeta português Mário de Sá Carneiro em 1996. Um deles, O Outro acabou por entrar no CD Público (2000), que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e também rendeu um DVD, lançado no ano seguinte pela gravadora BMG.
No mesmo ano, a canção Devolva-me integrou a trilha da novela Laços de Família como tema de Clara (Regiane Alves) e Fred (Luigi Baricelli). A música também estava presente no álbum Público
Novos álbuns, a Partimpim, livro e apresentações
Em 2002 foi lançado o álbum Cantada, obra que recebeu um disco de platina, o que significa que vendeu mais de 250 mil cópias no país, e que contou com músicas, dentre outros compositores, de Antonio Cicero, Péricles Cavalcanti e Arnaldo Antunes.
Em 2004, Adriana lançou o álbum Adriana Partimpim, uma seleção de canções para crianças, com o qual ganhou o prêmio Grammy Latino de melhor álbum infantil.[7] No CD, a cantora usou um pseudônimo, utilizado também para o título do disco, feito para crianças, ou como Adriana prefere chamar, “disco de classificação livre”. O título do CD é um apelido de infância e, segundo Adriana, seu pai continua a chamá-la dessa maneira. Esse é o sétimo álbum da carreira e um projeto audacioso iniciado em 1999. Por este trabalho Adriana recebeu os prêmios “Faz Diferença” do jornal O Globo, e na categoria “Melhor Disco Infantil”, o Prêmio Tim e recebeu um disco de ouro, por ter vendido mais de 100.000 cópias no Brasil.
O álbum rendeu, em 2005, um álbum ao vivo intitulado "Adriana Partimpim - O Show". O projeto recebeu um disco de ouro por ter vendido mais de 50 mil cópias no país.
Em 2007, participou da Cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro.
Em 2008, continuando a trilogia com temática sobre o mar[8] iniciada dez anos antes, foi lançado o álbum Maré (2008), uma seleção de canções da nova MPB. Três canções deste trabalho estiveram nas trilhas de novelas da Rede Globo: Mulher Sem Razão, em A Favorita; Três, em Ciranda de Pedra; e Um Dia Desses, em Três Irmãs.
Nesse mesmo ano, Adriana aventurou-se pela primeira vez no texto em prosa e lançou o livro Saga Lusa. O livro é um relato da viagem a Portugal em sua turnê do disco Maré. O relato mostra como foram as 120 horas sem dormir e delirando aos efeitos causados por uma mistura de remédios para curar uma forte gripe. A escrita feita nos momentos de delírio, insônia e medos torna-se a única atividade que Adriana, sentada em frente ao seu computador realiza e com muito bom humor. O livro está repleto de passagens engraçadas nos momentos de delírio, onde a própria escritora ri de si mesma. O livro foi lançado pela Editora Cobogó (Brasil) com capa em 4 cores diferentes e por Quasi Edições (Portugal).
Em 2009 é lançado o CD Partimpim Dois, segundo da cantora utilizando seu heterônimo e dedicado às crianças. Posteriormente foi lançado um álbum de vídeo intitulado "Partimpim Dois é Show!".
"O Micróbio do Samba", "Trobar Nova"
Em março de 2011, após Adriana lança o álbum O Micróbio do Samba, dedicado ao samba, o álbum é composto por canções escritas pela própria Adriana, duas canções já haviam sido gravadas por outras cantoras, "Beijo sem" por Teresa Cristina e "Vai saber?" por Marisa Monte.[9] No mesmo período, Adriana esteve empenhada numa turnê musical intitulada "Trobar Nova".[10]
Após uma promoção com shows em algumas casas, é lançado o DVD/CD "Micróbio Vivo", em parceria com o canal de televisão Multishow.[11]
"Tlês", "Olhos de Onda", Prêmio da Música Brasileira e "Loucura"
Em outubro de 2012 foi lançado o álbum Partimpim Tlês, novamente voltado às crianças. O álbum tem músicas de Chico Buarque, Gilberto Gil, Ben Jor, Caymmi e Gonzaguinha.[12] Foi confirmado em março de 2013 que Adriana retornaria aos palcos com um show chamada Olhos de Onda, em abril de 2013, em algumas cidades de Portugal[13][14]. O show virou turnê[15] e mais tarde, em 2014, álbum ao vivo de mesmo nome.
Em junho de 2013, Adriana apresentou, ao lado de Zélia Duncan a edição daquele ano do Prêmio da Música Brasileira.[16]
Em 4 de dezembro 2014, a cantora subiu ao palco do Salão de Atos da UFRGS para realizar uma homenagem a seu conterrâneo Lupicínio Rodrigues. O show, de uma única apresentação, foi gravado e posteriormente lançado como CD e DVD ao vivo sob o nome Loucura. O repertório conta com clássicos do repertório de Rodrigues, como Nervos de aço.
A Mulher do Pau-Brasil
De abril de 2018 a fevereiro de 2019, a cantora esteve empenhada na turnê musical internacional A Mulher do Pau-Brasil, que a levou aos principais palcos do Brasil e de Portugal, onde a gaúcha havia trabalhado como professora convidada previamente pelo curso de Letras da Universidade de Coimbra. O show foi idealizado como “concerto-tese”, ou seja, uma conclusão da residência artística de Adriana Calcanhotto na Universidade, onde esteve nos últimos dois anos entre cursos e apresentações. A imensa repercussão do show gerou uma turnê que começou pela Europa e chegou a diversas cidades brasileiras a partir de agosto. Acompanhada por Bem Gil e Bruno Di Lullo, Adriana elaborou um roteiro com músicas compostas no período lusitano, releituras (a recente “As Caravanas”, de Chico Buarque, por exemplo) e também reencontra clássicos de seu repertório, como “Inverno”, “Vambora” e “Esquadros”.
A inédita canção-título abre o show em tom autobiográfico (“Nasceu no Sul / Foi para o Rio / E amou como nunca se viu”) e também retoma o nome de um espetáculo do início da carreira de Adriana (“A Mulher do Pau Brasil”), ainda em Porto Alegre nos anos 80.
Foi quando começou a ser instigada pelo “Manifesto da Poesia Pau Brasil”, do modernista Oswald de Andrade, e toda a sua influência no movimento tropicalista décadas depois. Tais temas sempre estiveram presentes em sua obra e ressurgiram com intensidade no período português.
Não à toa que “Vamos Comer Caetano”, composta para o disco “Maritmo” (1998), foi retomada no repertório e sublinha o conceito antropofágico da apresentação, através da ideia de devorar, se apropriar e reinventar a informação que vem de fora.
“Costumavam me perguntar se eu já tinha virado portuguesa e eu sempre respondia que não. Nunca me senti tão brasileira como agora”, conta Adriana, que foi nomeada Embaixadora da Língua Portuguesa da Universidade de Coimbra no final de 2015.[17]
Nada Ficou no Lugar e Margem
No dia 18 de dezembro, em 2018, a cantora anunciou em suas redes sociais um álbum em seu tributo, que seria cantado por artistas do novo cenário musical brasileiro, e com músicas clássicas e "lado B" da cantora. O projeto, denominado Nada Ficou no Lugar, foi lançado em partes: No dia 21 de dezembro de 2018, Jonny Hooker, Mahmundi, Rubel, Priscila Tossan, Ava Rocha e O Quadro interpretaram, respectivamente as canções Mentiras, Cariocas, Por que Você Faz Cinema?, Vambora, Âmbar e Negros. Já em 2019, no dia 18 de Janeiro, Baco Exu do Blues ficou com Senhas, Illy com Pelos Ares, Alice Caymmi com Metade, Mãeana com O Amor me Escolheu, Larissa Luz com Vai Saber e ATTØØXÁ com Toda Sexta-Feira. Já no dia 15 de fevereiro, Pode se Remoer ficou com Preta Gil, Seu Pensamento com Duda Beat, Esquadros com Jaloo, Já Reparô com Letrux, Cantada com Arthur Nogueira e Inverno com Taís Alvarenga.[18]
Em 07 de junho de 2019, após um hiato de sete anos de gravações em estúdio, a cantora lançou o seu décimo disco: Margem, o último capítulo de uma trilogia iniciada com Maritmo (1998) e Maré (2008), [19] e que já havia tido 3 músicas reveladas anteriormente por meio de 3 singles e clipes, sendo eles: Ogunté, Margem, e Lá Lá Lá. No dia de lançamento do álbum, foi lançado junto o clipe da balada Dessa Vez. Depois disso, foi a vez de Era Pra Ser e Tua ganharem videoclipe.
A cantora encontra-se atualmente numa turnê em promoção do disco marinho, num show que une os três álbuns de sua triologia. A apresentação conta também com sucessos que não fazem parte dessa tríade e que podem ou não ter ambiência marítima, como é o caso de Devolva-me e Maresia, além do sucesso de Chico Buarque Futuros Amantes que aparece apenas na edição japonesa do álbum.[20]
Vida pessoal
Assumidamente homossexual desde a juventude, Adriana Calcanhoto teve como cônjuge a cineasta Suzana de Moraes (falecida em 2015[21]), filha do poeta e compositor Vinícius de Moraes, por mais de 25 anos.[22] O casal, que já morava junto há muitos anos, declarou a união civil na Justiça (já que na época o casamento homossexual não era permitido, e só veio a ser regulamentado pelo STF em 2011) e depois comemorou a decisão com cerimônia e uma festa íntima apenas para amigos e familiares, oficializando a união em 2010, levando a uma grande noticiação de sua relação por diversos meios de comunicação, tanto brasileiros[23][24] como portugueses.[25][26]
Embaixadora da Universidade de Coimbra, em Portugal, desde 2015, a brasileira foi professora da Faculdade de Letras dessa mesma universidade nos dois últimos anos, tendo ministrado o curso "Como Escrever Canções" e também cursado Arqueologia.[27][28]
Discografia
| Discografia de Adriana Calcanhotto | |
|---|---|
| Álbuns de estúdio | 11 |
| Álbuns ao vivo | 4 |
| Álbuns de compilação | 2 |
| Álbuns de vídeo | 5 |
| Ano | Detalhes do álbum | Certificações | Vendas |
|---|---|---|---|
| 1990 | Enguiço
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| 1992 | Senhas
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| 1994 | A Fábrica do Poema
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| 1998 | Maritmo
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| 2000 | Público
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| 2001 | Perfil - Adriana Calcanhotto
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| 2002 | Cantada
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| 2004 | Adriana Partimpim
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| 2005 | Adriana Partimpim - O Show
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| 2008 | Maré
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| 2009 | Partimpim Dois
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| 2010 | Seleção Essencial
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| 2011 | O Micróbio do Samba
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| 2012 | Multishow ao Vivo: Micróbio Vivo
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| 2012 | Partimpim Tlês
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| 2014 | Olhos de Onda
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| 2015 | Loucura
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| 2019 | Margem
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Trilhas sonoras
| Ano | Música | Álbum |
|---|---|---|
| 1990 | "Naquela Estação" tema de Mariana (Renata Sorrah) Composição: João Donato / Caetano Veloso / Ronaldo Bastos | Rainha da Sucata |
| 1993 | "Mentiras" tema de Mariana (Adriana Esteves) Composição: Adriana Calcanhotto | Renascer |
| 1994 | "Metade" tema de Babalu (Letícia Spiller) Composição: Adriana Calcanhotto | Quatro por Quatro |
| 1996 | "E... O Mundo Não Se Acabou" tema geral Composição: Assis Valente | O Fim do Mundo |
| 1996 | "Inverno" tema de Tininha e Manuel Boi (Ana Kutner e Taumaturgo Ferreira) Composição: Adriana Calcanhotto | Colégio Brasil |
| 1998 | "Vambora" tema de Rafaela e Leila (Christiane Torloni e Sílvia Pfeifer) Composição: Adriana Calcanhotto | Torre de Babel |
| 1999 | "Mais Feliz" tema de Maria Regina (Letícia Spiller) Composição: Dé / Bebel Gilberto / Cazuza | Suave Veneno |
| 1999 | "A Brasileira" tema geral Composição: Chiquinha Gonzaga | Chiquinha Gonzaga |
| 2000 | "Devolva-me" tema de Capitu e Fred (Giovanna Antonelli e Luigi Baricelli) Composição: Renato Barros / Lilian Knapp | Laços de Família |
| 2002 | "Maresia" tema de Diogo (Herson Capri) Composição: Antônio Cícero / Paulo Machado | Desejos de Mulher |
| 2002 | "Pelos Ares" tema de Lara (Déborah Secco) Composição: Adriana Calcanhotto / Antônio Cícero | O Beijo do Vampiro |
| 2003 | "Justo Agora" tema de Léo (Débora Falabella) Composição: Adriana Calcanhotto | Agora É Que São Elas |
| 2006 | "Outra Vez" tema de Anna Maria e Miroel (Deborah Evelyn e Angelo Antonio) Composição: Tom Jobim | Páginas da Vida |
| "Do Fundo do Meu Coração", dueto com Erasmo Carlos tema de Teresa e Arnaldo (Paula Burlamaqui e Rodrigo Phavanello) Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos | O Profeta | |
| 2008 | "Três" tema de Letícia (Paola Oliveira) Composição: Marina Lima / Antônio Cícero | Ciranda de Pedra |
| "Mulher Sem Razão" tema de Donatela (Cláudia Raia) Composição: Dé Palmeira / Bebel Gilberto / Letra: Cazuza | A Favorita | |
| "Um Dia Desses", dueto com Moreno Veloso tema de Waldete (Regina Duarte) Composição: Kassin / Letra: Torquato Neto | Três Irmãs | |
| 2010 | "Gatinha Manhosa" tema de Sinval (Kayky Brito) e Fátima (Bianca Bin) Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos | Passione |
| "Canção de Novela" tema de Melina (Mayana Moura) Composição: Adriana Calcanhotto | ||
| 2011 | "Medo de amar" tema de Roberta (Lua Blanco) e Diego (Arthur Aguiar) Composição: Adriana Calcanhotto | Rebelde |
| 2012 | "Maldito Rádio" tema de Inácio (Ricardo Tozzi) Composição: Adriana Calcanhotto | Cheias de Charme |
| 2013 | "Lindo Lago do Amor" tema de Stela (Laura Neiva) e Thiago (Pedro Tergolina) Composição: Gonzaguinha | Saramandaia |
| 2014 | "Me dê Motivo"
Composição: Michael Sullivan / Paulo Massadas
| Geração Brasil |
| 2015 | "Devolva-me" tema de Afonso (Caio Paduan)
Composição: Renato Barros / Lilian Knapp
| Além do Tempo |
| 2017 | "Não Demora"
Composição: Adriana Calcanhotto / Antônio Cícero
| A Lei do Amor |
| 2019 | "Gatinha Manhosa"
Composição: Erasmo Carlos / Roberto Carlos
| Amor de Mãe |
Prêmios e indicações
Grammy Latino
| Ano | Categoria | Indicação | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2006 | Melhor Álbum Infantil Latino | Adriana Partimpim | Venceu |
| 2007 | Melhor Canção em Língua Portuguesa | Para Lá (interpretada por Arnaldo Antunes) | Indicado |
| 2010 | Tua (interpretada por Maria Bethânia) | Venceu | |
| 2011 | Mais Perfumado | Indicado | |
| 2015 | Tudo (interpretada por Bebel Gilberto) | Indicado |
MTV Video Music Brasil
| Ano | Categoria | Indicação | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2001 | Escolha da Audiência | Devolva-me | Indicado |
| Videoclipe de MPB | Devolva-me | Indicado |
Prêmio da Música Brasileira
| Ano | Categoria | Indicação | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2016 | Melhor DVD | Loucura - Adriana Calcanhotto canta Lupicínio Rodrigues | Indicado |
Prêmio Multishow
| Ano | Categoria | Indicação | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2001 | Melhor Cantora | Adriana Calcanhotto | Indicado |
| Melhor Música | Devolva-me | Indicado | |
| Melhor Clipe | Indicado | ||
| 2002 | Melhor DVD | Adriana Calcanhotto | Indicado |
| 2003 | Melhor Cantora | Indicado | |
| 2005 | Melhor Clipe | Fico Assim Sem Você | Indicado |
Prêmio Contigo! MPB FM
| Ano | Categoria | Indicação | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2013 | Projetos Especiais | Adriana Partimpim Tlês | Indicado |
| 2014 | Melhor Cantora | Adriana Calcanhotto | Indicado |
| Melhor DVD | Olhos de Onda | Indicado |
Troféu Imprensa
| Ano | Categoria | Indicação | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2001 | Melhor Cantora | Adriana Calcanhotto | Venceu |
| Melhor Música | Devolva-me | Venceu |
Prêmio Açorianos
| Ano | Categoria | Indicação | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2006[36] | Destaque Nacional | Adriana Calcanhotto | Venceu |

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